22 de setembro de 2021

O que é a custódia remunerada?

Imagine que você tem ativos com rendimento para o longo prazo, mas gostaria de ganhar algum dinheiro a partir de agora. Para isso, você pode aderir à custódia remunerada, uma boa maneira de obter lucros e manter as ações sob a sua titularidade.

A custódia remunerada é uma alternativa interessante para aproveitar ao máximo os títulos, e que traz vantagens para todos os envolvidos na negociação.

Confira este post completo para entender melhor o assunto.

Como a custódia remunerada funciona?

Na custódia remunerada, o titular pode disponibilizar os ativos para aluguel, recebendo lucros sobre eles sem a necessidade da venda.

Podemos fazer uma comparação com a locação de um imóvel, por exemplo. O proprietário continua com a posse do bem, mas recebe um valor para que outro indivíduo possa usufruir do local. No caso da custódia remunerada, o dono das ações recebe uma taxa pelo aluguel dos papéis.

Mesmo sob um contrato de custódia, o titular continua recebendo os proventos dessas ações normalmente e pode vendê-las a qualquer momento.

E não são apenas ações que podem ser negociadas sob a custódia remunerada: ETFs, BDRs (papéis de empresas estrangeiras) e fundos imobiliários também podem ser alugados.

Quais são os direitos de cada investidor dentro da custódia remunerada?

Qualquer pessoa, física ou jurídica, pode aderir à custódia remunerada, desde que atendam às exigências da corretora e da bolsa de valores.

No entanto, é importante saber o que é permitido para cada parte envolvida no negócio, assim como as taxas cobradas. Em algumas instituições, é repassado um valor muito baixo ao doador, o que pode não ser tão vantajoso em termos financeiros.

Doador

O doador é o titular das ações, e quem as disponibiliza para locação. Para isso, basta informar à bolsa de valores o interesse em oferecer os papéis, definindo a quantidade de ações, o valor e o prazo.

Vale destacar que o doador continua com os direitos sobre as ações, apenas cedendo a utilização dos ativos para o tomador durante um período determinado. O doador também recebe os dividendos dos títulos durante a custódia remunerada.

Tomador

É designado tomador a pessoa que se interessa em alugar a ação, passando a atuar como especulador daqueles papéis e realizando diversas negociações, como vendas no mercado a descoberto, uso da margem para alavancagem ou operações com derivativos.

Para se tornar um tomador, basta informar à bolsa de valores o interesse em alugar ações. O fechamento do negócio depende da adequação às normas em relação às garantias e às taxas.

Muitas corretoras utilizam outros ativos do tomador como garantia, como títulos do Tesouro Direto, CDBs, LCIs e LCAs.

Até o final do prazo definido em contrato, os títulos devem ser devolvidos ao titular.

Venda a descoberto: uma estratégia apoiada no aluguel de ativos

A venda a descoberto é uma das táticas usadas por investidores mais experientes para lucrar com o mercado financeiro.

Dentro desta abordagem, as pessoas alugam os papéis e vendem com a perspectiva de queda no valor das ações. Com as informações que têm em mãos, esses negociadores acreditam que algum fator negativo sobre a empresa acionista provocará a queda na cotação dos ativos.

Assim, eles conseguem vender os títulos por um preço mais interessante e recompram após a desvalorização, para que as ações sejam devolvidas aos doadores. Essa diferença é o que torna a operação lucrativa.

Porém, é preciso ter realmente um conhecimento aprofundado do mercado e da reação dos ativos. Afinal, é parte das obrigações do contrato de custódia remunerada a devolução dos títulos ao final do prazo. Caso o investidor tenha errado nas projeções e os ativos subam de preço, ele terá que pagar esse valor mais alto pelos papéis para honrar sua parte no contrato, amargando prejuízos na operação.

Quais são as vantagens da custódia remunerada?

Conheça os principais benefícios que a custódia remunerada oferece aos titulares dos ativos.

Renda adicional

Uma das vantagens mais atraentes é a rentabilização de ativos que ficariam parados, aguardando o melhor momento para serem vendidos.

É uma fonte de ganhos extra que, embora pequena, pode ajudar no alcance de objetivos.

Porém, vale ficar atento às cláusulas do contrato, já que algumas corretoras repassam uma porcentagem muito baixa ao titular das ações.

Possibilidade de venda durante o período de aluguel

Ao oferecer os títulos para locação, o proprietário não precisa aguardar até o fim do contrato caso surja uma boa oportunidade de lucros ou ele perca o interesse nos ativos em questão.

A venda dos papéis pode ser feita a qualquer momento, sem nenhum problema contratual.

Percepção de boas oportunidades

Os investidores que tomam títulos alugados têm muitas informações sobre o mercado financeiro e conhecem boas oportunidades de ganhos.

Quando a taxa de aluguel está alta, essas pessoas provavelmente sabem algo negativo sobre a empresa que cedeu as cotas, o que pode provocar uma queda no valor dos ativos.

Se você pensa em se desfazer desses papéis a curto prazo, essa taxa pode ser um bom indicador para fazer a venda, em vez de disponibilizá-los para locação.

Como contratar a custódia remunerada?

Geralmente, as corretoras disponibilizam uma opção para que os cotistas assinalem a opção de custódia remunerada, indicando o interesse no aluguel de ações.

Essa alternativa também pode ser cancelada facilmente, o que traz dinamismo e praticidade à operação.

A custódia remunerada é apenas uma das maneiras de trabalhar os seus fundos de investimento, obtendo a melhor rentabilidade possível. Controlada pela B3, trata-se de uma operação segura e que pode proporcionar alguns ganhos.

Quer saber mais sobre investimentos e como fazer o seu capital aumentar? Acompanhe as postagens do blog da Mérito!

Voltar