22 de julho de 2021

Reserva financeira: o que é e como formá-la?

A reserva financeira deve ser a primeira providência de qualquer pessoa que quer ter mais segurança em suas finanças. Ela é parte importante do planejamento pessoal e deve vir antes de outros objetivos, como uma viagem ou um carro.

Mesmo para quem tem estabilidade no trabalho, ter a sua reserva vai garantir noites mais tranquilas e a manutenção do seu padrão de vida, pelo menos por um bom tempo.

Acompanhe e entenda melhor!

O que é reserva financeira?

A reserva financeira é uma quantia separada para cobrir emergências, capaz de evitar a aquisição de um empréstimo ou de dívidas quando algo que não estava previsto no seu orçamento ocorrer.

O ideal é que se tenha o correspondente a um valor de 6 meses a 1 ano, pelo menos, dos seus gastos mensais como reserva financeira. Para isso, é importante realizar um controle exato das suas contas e se organizar para criar essa reserva.

Reserva financeira: por que preciso?

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) afirma que a taxa de endividados no Brasil, em 2020, foi de 66,5%. Ou seja, mais da metade da população está com o nome sujo.

E antes de pensar que isso é resultado de consumo excessivo ou má administração financeira, preste atenção nessa informação publicada pelo Serasa: 40% dos entrevistados afirmam ter contraído dívidas por conta do desemprego. 

Essa é só uma das situações inesperadas que podem acontecer. Citamos aqui mais algumas, bem comuns:

  • doença – sua, de um familiar ou de um pet;
  • atraso no salário ou um cliente inadimplente;
  • diminuição da renda;
  • manutenção e conserto do carro;
  • reparos domiciliares.

Para qualquer uma dessas situações, a reserva é o braço direito, garantindo o pagamento das suas contas básicas até que consiga se restabelecer.

Como criar uma reserva financeira?

Alguns passos podem ser aplicados para criar uma reserva financeira. Como em qualquer outra prática que envolva dinheiro, exige apenas um pouco de organização e disciplina.

Organize as contas

O primeiro passo é saber quanto você gasta por mês. Faça um acompanhamento durante 1 a 3 meses, considerando absolutamente todas as despesas.

Ao final do período, identifique quais são as contas essenciais, o que é supérfluo, o que pode ser cortado e o que pode ser reduzido (por exemplo, um plano de telefonia mais barato).

Tenha em mente que esse monitoramento deve ser constante. A partir daí, defina tetos de gastos para cada categoria.

Descubra o tamanho da sua reserva

Identificou o quanto precisa por mês para garantir a sua alimentação, moradia e outros gastos indispensáveis?

Multiplique esse valor por 6. Essa é a sua meta para a reserva de emergência. Porém, recomendamos que você tenha, pelo menos, o correspondente a um ano guardado.

Livre-se das dívidas

No terceiro passo, é o momento de se livrar das dívidas. Por mais que você tente investir ou guardar algum dinheiro, esses débitos geram juros e podem causar um rombo nas suas finanças.

Preste especial atenção ao cartão de crédito e ao cheque especial. Identifique cada um dos seus débitos e negocie com as instituições financeiras. Procure quitá-los o mais rápido possível, lembrando que, com o pagamento à vista, você pode conseguir condições melhores.

Comece a juntar dinheiro

A próxima etapa é guardar toda e qualquer sobra que puder para compor a reserva.

Vale aqui aquela dica preciosa, que todo mundo com educação financeira conhece bem: assim que receber o salário, reserve uma parte para as suas economias, como se fosse uma despesa fixa. É o velho e bom “pague a si mesmo primeiro”.

Além disso, lembre-se dos pontos nos quais você pode economizar, identificados na análise financeira pessoal, e guarde esse dinheiro, mesmo que sejam valores pequenos.

Invista o dinheiro acumulado

Pode parecer óbvio, mas guardar a reserva embaixo do colchão não é uma boa ideia. O melhor a fazer é investir em um ativo que ganhe da inflação.

Embora o principal objetivo desse valor seja funcionar como um bote salva-vidas, e não aumentar o patrimônio, escolher bem onde colocar o dinheiro ainda é importante.

Onde investir a sua reserva financeira?

Para conseguir cobrir emergências, a reserva deve ficar em um ativo com boa liquidez. Dessa maneira, você consegue resgatar o dinheiro rapidamente quando precisar.

Também é importante priorizar a segurança do ativo, em vez da capacidade de ganhos. Para isso, busque uma opção mais conservadora – se possível, que ofereça rendimentos diários. Essas são algumas alternativas:

  • CDBs;
  • LCs;
  • Fundos DI e de Renda Fixa;
  • LCIs e LCAs;
  • Tesouro Selic.

Por último, na hora de escolher o investimento ideal, considere as taxas de administração e impostos cobrados sobre cada um desses ativos.

A partir de uma reserva financeira, você consegue investir para alcançar os seus objetivos com mais tranquilidade, sem risco de recorrer a outros valores que você tem poupado.

Com a reserva financeira formada, vale pensar em como alcançar as suas outras metas de vida, criando um planejamento para isso. Os fundos imobiliários são uma excelente opção de investimento, apresentam boa liquidez e permitem que você faça seu dinheiro render, sem correr muitos riscos.

A Mérito Investimentos conta com mais de 10 anos de experiência e pode fazer a gestão desses ativos imobiliários para que você não tenha mais essa preocupação. Conte conosco!

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