13 de abril de 2021

Tesouro Direto x fundos imobiliários: entenda as principais diferenças

A poupança costumava ser a primeira opção para a maioria dos brasileiros, mas muitos já migraram para outros investimentos, por acreditarem que existam opções vai vantajosas atualmente. Nesse sentido, o Tesouro Direto tornou-se um dos produtos favoritos e costuma atrair a atenção de pessoas que buscam a melhor forma de iniciar no mundo financeiro.

Descubra tudo sobre esse ativo – que alia rentabilidade com segurança – e conheça as suas principais diferenças em relação aos fundos imobiliários.

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um título público de renda fixa com liquidez diária. O produto tem ganhado cada vez mais popularidade devido à sua rentabilidade, superior à da poupança, e ao baixo risco envolvido na transação.

Alvo de iniciantes no mundo dos investimentos, o Tesouro Direto é emitido pelo Tesouro Nacional, órgão do Governo Federal, junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Em outras palavras, esse ativo financeiro permite a compra de títulos públicos por pessoas físicas e, assim, elas se tornam credoras de financiamentos da dívida pública.

A remuneração desse investimento ocorre através do acréscimo de juros, recebidos na data de vencimento informada no momento da compra. O fato de estar associado ao Governo faz do Tesouro Direto o ativo mais seguro do país, afinal, um calote na dívida pública seria responsável por consequências econômicas desastrosas.

Quais são os tipos de Tesouro?

Existem basicamente 3 tipos de Tesouro Direto disponíveis, que impactam a rentabilidade das aplicações de formas distintas. Confira!

1)   Indexados à Selic

A primeira modalidade trata dos títulos de Tesouro Direto pós-fixados atrelados à taxa básica de juros, a Taxa Selic. Ou seja, quanto maior a taxa, maior será a rentabilidade do Tesouro Selic e de outros produtos associados a ela.

Apesar de estar em baixa atualmente, a expectativa é que a Selic suba no fim de 2021. De qualquer forma, esse ativo financeiro ainda rende mais do que a poupança, além de ser uma alternativa segura para compor a disposição de renda fixa da sua carteira.

2)   Indexados à inflação

Chamados de Tesouro IPCA + os títulos atrelados à inflação, por outro lado, têm a sua rentabilidade definida por uma taxa prefixada, acrescida da variação da inflação, medida pelo IPCA.

Ao investir nessa modalidade prefixada, a expectativa é que a taxa de juros oferecida seja maior do que a inflação do período de vencimento do título. Existem duas categorias principais nesse tipo de investimento: Tesouro IPCA + (NTN-B Principal), que paga os juros apenas no vencimento, e o Tesouro IPCA + com Juros Semestrais, que realiza os pagamentos a cada seis meses.

3)   Prefixados

Uma terceira via para investir no Tesouro Direto, principalmente quando a Selic está em queda e a inflação está controlada, são os títulos prefixados, em que a rentabilidade é definida no ato da compra. Alguns dos ativos disponíveis na categoria são Tesouro Prefixado (LTN), com pagamento de juros após o vencimento, e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F).

E os fundos imobiliários, o que são?

Os fundos de investimento imobiliário (FII), mesmo sendo ativos de renda variável, podem confundir algumas pessoas, por terem características comuns à renda fixa. Entretanto, a rentabilidade de um FII não pode ser prevista no momento da aplicação.

Os FIIs são uma modalidade em que um grupo investe em empreendimentos imobiliários ou papéis relacionados ao setor. Através da compra de cotas, o investidor torna-se dono de uma parcela do fundo imobiliário e obtém lucro por meio de renda proveniente de aluguéis ou juros de recebíveis imobiliários, como LCIs, no caso dos fundos de papel.

Apesar de oferecer um risco maior que o do Tesouro Direto, os fundos imobiliários são uma alternativa vantajosa para iniciar na renda variável. Do mesmo modo, os FIIs possibilitam potencializar com segurança o retorno dos seus investimentos.

Quais as principais diferenças entre Tesouro Direto e fundos imobiliários?

A principal diferença entre Tesouro Direto e fundos imobiliários é a modalidade de cada investimento. Ainda que ambos sejam opções seguras para o investidor, o Tesouro garante maior proteção contra riscos por ser um produto de renda fixa.

No caso do FII, um ativo com lastro em conjuntos de imóveis, os riscos estão relacionados principalmente à inadimplência de locatários, à redução no valor de aluguéis ou à elevada taxa de vacância.

Contudo, os fundos imobiliários ainda oferecem maior rentabilidade quando comparados à renda fixa, de maneira mais simples do que você imagina.

O Tesouro Direto é de fácil acesso para grande parte dos investidores, enquanto o FII costuma atrair públicos com maior conhecimento. Além da questão do rendimento, a tributação desses ativos não é a mesma, a variar de acordo com o produto escolhido.

É importante ressaltar que Tesouro Direto e fundos imobiliários são produtos completamente diferentes um do outro. Afinal, as taxas pelas quais os ganhos obtidos em cada modalidade são calculados de maneira distinta.

Qual é a melhor opção: Tesouro Direto ou FII?

Para escolher o melhor investimento, você deve levar em conta os seus objetivos e o seu perfil de risco, ou seja, o quão disposto está a perder ganhos ao longo do caminho.

Enquanto o Tesouro Direto é útil para reservas de emergência e para compor a parcela de renda fixa de carteiras diversificadas, o FII é especialmente vantajoso para quem busca alta rentabilidade a longo prazo.

Então, escolha os ativos financeiros de acordo com o que deseja alcançar e sempre busque especialistas para conseguir investir com o máximo potencial de retorno.

Como investir em fundos imobiliários

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