13 de janeiro de 2021

Fundo de papel no mercado de ações imobiliárias: saiba mais

Há diversos tipos de fundos de investimento imobiliário disponíveis no mercado. O fundo de papel é uma modalidade que atua em recebíveis imobiliários.

Fundo de papel: o que é?

Fundo de papel é um tipo de fundo de investimento imobiliário (FII) que conta com papéis e títulos, geralmente de renda fixa, associados ao setor imobiliário. Quem investe em recebíveis imobiliários obtém lucro através do pagamento de juros, ao invés do aluguel de móveis.

Que tipos de investimentos em fundo de papel existem?

Existem três principais investimentos que compõem a modalidade do fundo de papel no setor imobiliário. São eles:

  • CRI – Certificados de Recebíveis Imobiliários: emitidos por seguradoras que realizam empréstimos para financiar projetos de empresas que atuam no setor imobiliário;
  • LCI – Letras de Crédito Imobiliário: título de renda fixa onde o dinheiro concedido por instituições financeiras em empréstimos é usado para financiamentos, construções ou reformas de imóveis;
  • LH – Letras Hipotecárias: títulos emitidos por instituições financeiras com o objetivo de captar dinheiro de investidores para conceder crédito imobiliário.

Quais são as vantagens e desvantagens do fundo de papel?

Investir em fundo de papel permite combinar diferentes recebíveis no mesmo fundo, além de maior rentabilidade, quando comparado a instrumentos de renda fixa tradicionais, como CDB. O fundo de papel ainda protege o capital investido da inflação e apresenta menor volatilidade.

São muitas as vantagens de investir em fundo de papel, principalmente se você é um investidor que preza pela estabilidade. De qualquer maneira, isso não significa que você irá lucrar menos. Nesse tipo de FII, os indexadores IPCA e IGP-M têm influência sobre o montante, o que pode trazer maior rendimento e também preservar o poder de compra em momentos de crise.

Contudo, apesar de alguns recebíveis do fundo de papel serem considerados de renda fixa, os CRIs não são isentos de riscos. O maior risco de um CRI é o risco de crédito.

Outra desvantagem é a obrigação de distribuir 95% de sua rentabilidade mensal, já que o fundo de papel é um título relacionado a um imóvel. Isso faz com que o valor patrimonial do fundo não sofra alterações expressivas.

Fundo de papel x fundo de tijolo: quais as diferenças?

No fundo de tijolo, as pessoas investem em imóveis físicos, como shopping centers, escolas e galpões. Ao comprar uma ou mais cotas, o investidor do fundo de tijolo passa a receber uma renda mensal proveniente do aluguel desse espaço. Ou seja, no fundo de tijolo, o rendimento acontece através dos dividendos.

A valorização do imóvel é um grande diferencial do fundo de tijolo, o que faz dele uma alternativa repleta de vantagens para quem busca complementar a renda mensal.

Já no fundo de papel, os investimentos são feitos em recebíveis imobiliários, como CRI e LCI. Esse tipo de FII tem como objetivo lucrar com o pagamento de juros em função dos investimentos realizados por seguradoras e instituições financeiras.

Os riscos do fundo de papel são consideravelmente menores do que os riscos do fundo de tijolo, em alguns casos, por oferecerem maior proteção ao capital, mesmo diante da volatilidade do setor imobiliário. Porém, ambos são investimentos de longo prazo seguros e rentáveis, classificados como renda variável. A melhor escolha irá depender dos seus objetivos e do seu perfil como investidor.

Se você quer saber como investir em fundos imobiliários e alcançar resultados consistentes, sem deixar de lado a boa rentabilidade e segurança, entre em contato com a Mérito Investimentos!

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